Kei Nishikori vs Bernard Tomic, dia 29/7, Às 11:30 (Jogos Olímpicos (ATP)
Dois miúdos da nova geração de tenistas enfrentam-se na primeira ronda Olímpica, em Londres.
O japonês Nishikori, 22 anos, é o nº18 do ranking mundial, e chega às Olímpiadas depois de desiludir no torneio de Atlanta, onde perdeu para o seu compatriota Go Soeda nos quartos-de-final em 2 sets, sendo que o segundo ficou marcado pela sua apatia – 6-1.
Leva 16-13 em jogos na relva nos últimos 5 anos, apresentando na corrente temporada, pela primeira vez, um saldo positivo nesta superfície, com 4-2 a seu favor. Participou em Newport e Wimbledon, desiludindo apenas no torneio norte-americano perdendo para o “homeboy” Rajeev Ram.
No cômputo geral, Nishikori leva 20-12 em jogos do circuito ATP, sendo que tem perdido gás nos últimos encontros, tendo desiludido por 2 ocasiões em 3 encontros… poupança para os Olímpicos?
Tomic, de 19 anos, é o 49º classificado no ranking ATP. Vem para Londres depois de uma série de sucessivas derrotas, alegadamente devido a uma lesão no abdómen. O tenista australiano já soma 6 desaires consecutivos, feito inédito na sua carreira.
A última vez que jogou foi em Gstaad, em terra batida, tendo sido eliminado por Benoit Paire.
Leva um score de 21-11 em relva nos últimos 5 anos, período no qual se destaca a sua excelente prestação no torneio de Wimbledon do ano passado- vindo do Qualifying, chegou aos quartos-de-final onde só perdeu para o vencedor do torneio, Novak Djokovic, batendo pelo caminho nomes como os de Robin Soderling ou Xavier Malisse quando não se esperava (6.24 e 2.51 de odds, respectivamente). Antes disto, tinha logrado chegar às meias-finais de dois Challengers, em Nottingham.
Esta época leva um score de 19-18 no ranking ATP, fruto, talvez, da sua lesão que lhe custou 6 derrotas, contudo Tomic já surpreendeu por 3 vezes quando as odds davam favoritismo ao seu adversário – Monfils e Berdych em piso duro e Giraldo em terra batida.
São dois atletas que começam a dar ar de certezas na cena mundial do ténis, sendo que Nishikori é, historicamente, mais forte que Tomic (natural pelos 3 anos “À maior”). Contudo, a prestação do australiano em Wimbledon do ano passado pode ditar uma superioridade deste sob a relva e o facto de não ter cancelado a sua prestação, assim como o tempo de inactividade podem lhe dar vantagem sobre o tenista japonês. Contudo, participar nos Jogos Olímpicos será sempre um feito único, e não se sabe até que pouco Tomic terá forçado o corpo para estar presente. É partindo deste pressuposto que acredito mais na vitória de Nishikori.
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