Ténis – Jogos Olímpicos – Masculinos
3 de Agosto, 15h30
Andy Murray vs Novak Djokovic
Pick:mais 2,5 sets Bet365 2,37
Andy Murray procura finalmente a grande glória nos grandes torneios, algo que não conseguiu à pouco mais de um mês no Grand Slam Londrino, agora volta ao local do crime para finalmente aparecer nos escaparates por causa dos grandes triunfos. O número 4 do mundo tem a seu favor o fator casa e uma grande campanha da Grã-Bretanha ao nível das medalhas, pode estimular ainda mais Murray e o exigente público britânico de Wimbledon.
O escocês que vem de uma presença nos quartos de final em Roland Garros e de uma final em Wimbledon, tirando o encontro contra Baghdatis, tem feito um percurso Olímpico “limpo”, batendo em sets diretos e desequilibrados: S.Wawrinka, J.Nieminen e N.Almagro – já nos oitavos de final, diante de M.Baghdatis, perdeu o primeiro set mas deu a volta com 6/1 e 6/4 nos sets decisivos.
Andy Murray sente-se como peixe na água nas superfícies mais rápidas, dado o seu bom binómio saque/vólei – tem um potente gole de serviço é muito rápido a atacar a atacar a bola e subir a rede e os seus instintos e a sua rapidez de execução permite-lhe ganhar muitos pontos em superfícies rápidos, mas não tem o mesmo virtuosismo técnico e qualidade defensiva dos outros “big-4”.
Novak Djokovic é o número dois do mundo e procura recuperar pontos para Federer, na liderança do ranking ATP, já que estão 750 pontos para o vencedor do torneio. Djokovic que venceu o Australian open , chegou à final em Roland Garros e meias-finais em Wimbledon não tem um grande registo nos Jogos Olímpicos mas também no último par de anos, o sérvio evoluiu bastante, sendo agora o mais perigoso e completo atleta do circuito profissional.
Novak Djokovic tem custado a aquecer nestas Olimpíadas, pois precisou 3 sets para bater F.Fognini, mas no encontro seguinte banalizou A.Roddick, permitindo ao norte-americano apenas 3 jogos, diante do ex-número um do mundo – L.Hewitt – o sérvio sentiu mais dificuldade e foi obrigado a uma “remontada” depois de perder o primeiro set para o australiano, mas mais uma vez o sérvio mostrou lidar bem com a pressão. Nos quartos de final, Djokovic não sentiu dificuldades de maior para bater Tsonga por 6/1 e 7/5.
Novak Djokovic é um tenista extremamente completo e com a decadência inevitável de Federer prepara-se para dominar o circuito por muitos e bons anos. “Djoko” é um atleta muito dinâmico, mesmo não tendo um serviço muito forte, neste torneio tem surpreendido com um elevado número de ases e para além de um saque fiável, há que contar com a sua poderosa direita que impede os oponentes de dar o passo em frente e controlar os pontos, Djokovic para além de ser um excelente defensor tem uma gama de recursos técnicos ofensivos muito grande.
Conclusão: Jogo entre o segundo e quarto classificado que deve primar pelo equilíbrio, basta dizer que apesar de Djokovic ter vantagem no head-2-head (8/5), Murray venceu 5 dos últimos 9 encontros disputados entre ambos. Também o facto de Djokovic ter sentido mais dificuldades que Murray para chegar pode denunciar um jogo taco-a-taco até porque o britânico joga em casa e o piso de relva adapta-se que nem uma luva ao seu estilo serviço/rede. Mas Djokovic é um campeão e tem uma enorme capacidade de lidar com a pressão, coisa que o escocês não tem demonstrado – o facto de Djokovic já ter vencido todos os torneios do Grand Slam na sua carreira, com excepção de Roland Garros, dá-lhe outro estatuto em relação ao escocês.